Resposta Roubada

Vou “roubar” um texto que enviei a um grande amigo. Foi a resposta a uma reflexão sua sobre as declarações de D. José Policarpo. Quando o vir estou certo de que não se importará por partilhar a resposta com todos. Aqui fica.

 

Curioso.

Falámos disto há tão pouco tempo. De novo lhe digo que uma das atitudes que me marca no Santo Padre é a defesa da nossa crença e da nossa história, de tolerancia e respeito, em oposição ao mundo islamico. Esta será a nota marcante deste homem convicto. O curioso reside no facto de João Paulo II  ter deixado como uma das suas maiores obras o aprofundamento do diálogo ecuménico. Parece que estamos numa aparente contradição.

Antes o diálogo e a tentativa de aproximação. Hoje a condenação dos extremos.

Não há, porem, contradição nesta sequencia. Ambas apelam ao melhor que o homem tem dentro de si. Esse melhor que nos coloca em pé de igualdade e nos faz dar a mão ao mais fraco. O mais fraco amanhã serei eu, pelo que lhe dando a mão reconheço a minha pequenez.

Mas esse melhor tem de estar claramente ao serviço da defesa da justiça. E se para tal for necessário denunciar o extremismo que o façamos. D. José Policarpo fê-lo. Talvez num tom pouco ortodoxo ao qual não estamos habituados. Mas fê-lo. A meu ver, apesar do choque inicial, contribuiu decisivamente para que os leigos percebam que de cima vem uma palavra de força. Sem vergonha. Sem medo. Em defesa dos mais fracos.

Não é também para isso que aqui estamos?”

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