Moral Hazard e Selecção Adversa

Da teoria económica.

Moral Hazard (ou risco moral) acontece quando alguém, ao ver a consequencia das suas acções coberta ou protegida por alguém (seguro, garantia, etc.) tende a aliviar os seus cuidados ou precauções. Exemplo: uma familia que subscreve um seguro casa contra incendios tende a aligeirar o cuidado em desligar o aquecedor no fim da noite.

Selecção Adversa: Fruto do comportamento descrito anteriormente os agentes seguradores / reguladores aumentarão os custos de subscrição de protecção, para fazer face ao risco acrescido que passam a incorrer. Desta forma os mais prudentes, os clientes / agentes mais cuidadosos, consideram que estão a pagar um preço demasiado elevado para uma protecção que sentem não precisar, afastando-os assim do mercado. Este processo fragiliza em ultima análise os agentes seguradores.

Onde ficamos com a nacionalização do Bpn?

A intervenção estatal, salvando os depositantes, premeia quem trocou instituições consistentes por outras somente à procura de um pouco mais de lucro. Os prudentes não sentem a sua atitude devidamente valorizada. A selecção adversa funciona aqui como ouro entregue ao bandido.

O mesmo não se passa (à primeira vista) com os accionistas. Correram um risco que sabiam ser considerável. A acção do estado não premiou os incautos. E ainda bem.

Consequencias aparentemente contraditórias…

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